Dicas em Conta Gotas - por Renato Fazzolari    

"Dicas em Conta Gotas”, são matérias compactas que periodicamente a AGRHO divulga e que abordam temas variados e relevantes. O Objetivo é  despertar e/ou orientar nossos parceiros, sobre as armadilhas organizacionais e comportamentais do dia-a-dia. Para ler mais dicas, clique

 VOCÊ SABE O QUE É SER RESILIENTE?


Ser resiliente é uma virtude ou é uma obrigação profissional?

 

Periodicamente surgem palavras novas no mercado de trabalho que se tornam modismo, e passam a fazer parte dos Currículos, como se fossem um atributo diferenciado de qualificação.

 

Isso tem acontecido com a palavra “Resiliência”, e para que possamos entender o que ela quer dizer, vamos analisar seu significado.

 

Resiliência é um termo oriundo do latim resiliens, que significa voltar ao estado normal, principalmente após alguma situação crítica e fora do comum, ou em outras palavras, após sofrer alguma pressão, retornar ao estado normal, em que estava antes da pressão recebida.

 

Como exemplo, vamos dar o arco e a flecha.  A corda que está presa nas duas extremidades do arco para arremessar a flecha necessita ser puxada para trás, e após arremessar a flecha, volta ao seu estado normal. O quanto ela aguentar ser esticada e voltar ao seu estado normal, será sua resiliência, e quanto mais aguentar ser esticada, mais resiliente será.

 

Deu para entender? Pois bem, como citamos acima, o termo “Resiliência”, de um tempo para cá passou a ser amplamente utilizado como característica de personalidade de um profissional, o qual quer dizer que se ele tem um alto grau de resiliência, ele aguentará trabalhar sob muita pressão, sem que isso afete o seu psicológico, e naturalmente, passada a pressão, ele voltará ao seu estado normal como se nada houvera acontecido.

 

Tudo isso é muito bonito na teoria, mas vamos ver como funciona na prática; analisemos sob dois pontos de interesse, um do lado do superior hierárquico, e outro do lado do profissional subordinado:

 

Do lado do superior hierárquico, muitas vezes sob a desculpa de que quer um subordinado resiliente, nem sempre sabe o quanto deve pressionar; se pressionar de menos pode obter retorno inferior ao que o profissional poderia dar; se pressionar demais pode quebrar o arco, ou seja, criar situações insustentáveis e da mesma maneira irá obter resultado inferior ao que seria esperado, sem contar que estressará o subordinado, e criará um ambiente negativo de trabalho. Por isso segue nosso conselho: Siga o ensinamento de Buda, procure sempre o caminho do meio, seja hábil e sensível para saber até que ponto poderá esticar a corda do arco, afinal se você é o superior deve ter essa habilidade, para isso é que ocupa essa condição hierárquica.

 

Do lado do profissional subordinado, é bom parar de dizer que é resiliente como se fosse uma vantagem, pois uma adequada resiliência deve ser parte obrigatória de qualquer profissional, caso contrário ele não deveria receber o nome de profissional, porque um profissional sem um saudável grau de resiliência, ainda não é um profissional, e sim um amador. É importante saber que se ao sofrer qualquer pressão o “profissional” se desestrutura, fica magoado, inseguro, e tem um comportamento de criança mimada, então está na hora de despertar para a realidade, e se quiser algum dia galgar postos mais altos em sua carreira, é vital que comece a amadurecer e saber assimilar a pressão, pois só assim e com esforço e aprimoramento, você um dia chegará a ter sucesso profissional. Sugerimos que faça como o halterofilista, que quanto mais peso (pressão) aguentar, mais forte ficará.

 

Agora vamos lhe lançar um desafio para sua autoavaliação. O quanto você é resiliente e/ou o quanto sabe lidar com a Resiliência alheia?

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