Dicas em Conta Gotas - por Renato Fazzolari    

"Dicas em Conta Gotas”, são matérias compactas que periodicamente a AGRHO divulga e que abordam temas variados e relevantes. O Objetivo é  despertar e/ou orientar nossos parceiros, sobre as armadilhas organizacionais e comportamentais do dia-a-dia. Para ler mais dicas, clique.

O QUE É IMPORTANTE PARA SER UM PROFISSIONAL DE SUCESSO
O que os empresários realmente desejam de um profissional?  

Alguma vez você já se fez a seguinte pergunta: “O que é importante para eu alcançar sucesso profissional?” Caso ainda não tenha feito, ainda há tempo!

Para auxiliar o raciocínio, sugiro inicialmente que analise alguns fatores que lhe ajudarão a definir um rumo para o futuro, tais como:

a)    Qual a expectativa que a empresa/empresário tem sobre o cargo que vai contratar;

b)    O atual momento que passa o segmento que você atua, e as tendências do mercado.

Vamos iniciar pelo item (a): Antes de sabermos as expectativas da empresa/empresário, necessitamos saber quem são eles. É comum quando se fala em empresa/empresário, achar que se está falando de algo homogêneo, e que as expectativas nas contratações sejam sempre as mesmas. Este é um grave engano, pois cada empresa/empresário possui uma realidade diferente, com necessidades e expectativas nada comuns entre si. Vejamos alguns fatores que merecem ser ponderados quando buscamos analisar “O QUE É UMA DETERMINADA EMPRESA/EMPRESÁRIO”:

ü  O Porte da empresa – se é pequena, média ou grande;

ü  A Região geográfica que se encontra – se é uma boa cidade, um lugar distante, com ou sem infraestrutura, etc;

ü  A Condição Econômica / Financeira – se é sólida ou em dificuldades, etc;

ü  A Perspectiva atual e futura – se é promissora, está em expansão, defasada, decadente, etc;

ü  A Idade, física e mental –se é nova, moderna, madura, senil, e isso nada tem a ver com o tempo de fundação;

ü  O Ramo de atuação, Clima Organizacional, Cultura, etc... e principalmente;

ü  A Mentalidade empresarial!!!

Fica claro para você, que as empresas, apesar de serem até do mesmo ramo, são muito diferentes entre si e que cada uma tem característica, personalidade e realidade própria?

Vejamos agora o item (b): O momento do mercado e do segmento.

Vamos exemplificar para ficar mais fácil o entendimento. Você ouviu falar ou se lembra (isso ocorreu na década de 80) quando o “monstro” da inflação estava totalmente sem controle, chegando até acima de 80% ao mês? O mercado, nessas condições, era totalmente comprador e as empresas não tinham problemas em relação à venda de seus produtos; sendo que as empresas ganhavam dinheiro no mercado financeiro. Para se ter uma ideia do cenário na época, as grandes redes de supermercados compravam seus produtos mais caros que o preço de venda, porém à prazo. Como vendiam à vista, o montante faturado diariamente era aplicado no mercado financeiro. Com a correção monetária alta, quando vencia o prazo para pagar os fornecedores, o ganho no mercado financeiro era muito mais significativo. Nessas circunstâncias, os cargos que mais se valorizaram no mercado foram os da área financeira, pois era nessa área que se ganhava ou perdia dinheiro.

Terminada essa fase, com a inflação voltando a patamares “civilizados”, as empresas não mais ganhavam dinheiro da forma apresentada acima, visto que o mercado comprador já podia comparar os produtos em relação a preço, qualidade e condições de pagamento. Dessa maneira, as empresas tiveram que se moldar a essa nova realidade, em que o preço de venda era limitado. Tiveram que ganhar dinheiro internamente, melhorando a qualidade e reduzindo os custos. Dessa forma, a “bola da vez” passou a ser a área de Produção, que tinha de produzir melhor e com mais qualidade. Consequentemente, os cargos atrelados à produção, qualidade e custos foram os que mais se valorizaram.

Outro fator ainda a ser ponderado é a modernização e atualização dos cargos. Vamos novamente exemplificar: Nas décadas de 70 e 80, existia um cargo que era tido como a “prima donna” das empresas, principalmente metalúrgicas: o Ferramenteiro. Esse profissional era um misto de operador, altamente qualificado, com um bom toque de artista, pois as matrizes das peças que confeccionava eram feitas em baixo relevo, ou seja, uma escultura, que iria servir como molde para a fabricação das peças. Até aqui deu para ter uma ideia da importância desse cargo? Pois bem, atualmente, com a evolução tecnológica, o trabalho do Ferramenteiro foi substituído por um estagiário que saiba mexer com programas de computador, e o cargo de Ferramenteiro perdeu seu status e seu valor.

Conseguiu entender o dinamismo da evolução e importância de cada cargo? Já conhece a realidade da empresa que você está trabalhando ou pretende trabalhar? Qual o cenário do mercado e a importância que tem seu cargo nesse contexto? E, finalmente, o cargo que você exerce está em processo de evolução ou até em extinção? Estes questionamentos devem fazer parte de uma análise básica para você começar a se planejar profissionalmente.

Neste ponto já podemos dar uma DICA muito importante: Você não é um cargo, e sim um profissional! Os cargos são meios para que você possa realizar o seu trabalho. Planeje sua carreira, isso será ótimo para você e para quem o contratar.

A próxima DICA é fundamental, pois apesar das empresas/empresários serem diferentes entre si, há um ponto no qual são unânimes: não gostam de contratar mais cargos, e sim profissionais que os ajudem a obter LUCROS.

Se você souber como fazer com que o cargo que você está exercendo ou irá exercer, possa trazer LUCROS para a empresa, e souber demonstrar como isso acontece, você pode ter certeza que estará no caminho certo para se tornar um profissional de sucesso.

É bom começar a pensar a respeito.

 

 

 

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