Dicas em Conta Gotas - por Renato Fazzolari    

"Dicas em Conta Gotas”, são matérias compactas que periodicamente a AGRHO divulga e que abordam temas variados e relevantes. O Objetivo é  despertar e/ou orientar nossos parceiros, sobre as armadilhas organizacionais e comportamentais do dia-a-dia. Para ler mais dicas, clique.

COMO OTIMIZAR O POTENCIAL DE CADA FUNCIONÁRIO AO CARGO

(PARTE I)

Ajustar o cargo à função com a realidade da usina 

 

O tema cargos e salários, estrutura organizacional é muito extenso para que possamos sintetizá-lo em uma única “Dica”, por esse motivo resolvi reparti-lo em várias “Dicas”, iniciando por esta que chamaremos de Parte I.

 

Recebi uma mensagem pela internet que dizia o seguinte:

“- Quando aprendemos todas as respostas, mudam-se todas as perguntas.”

Creio que essa frase se aplica exatamente para a realidade atual que o segmento sucroalcooleiro vem passando.

 

Se me perguntarem se hoje está melhor ou pior do que no passado, direi que simplesmente é outro momento, e que em função do estágio atual, as circunstâncias são diferentes e exigem outra leitura, e consequentemente novas ações.

 

Como o futebol também vem passando por uma mudança muito grande, vamos fazer uma analogia com o que está acontecendo com as usinas que ficará mais fácil para entendermos o cenário como um todo.

  

Você gostaria de ter o Messi ou o Cristiano Ronaldo em seu time?

 

Eu gostaria, mas...., como sempre tem um mas, será que seria viável ter um desses super craques em meu time? Será que não seria muita areia pro meu caminhãozinho? Vamos parar de sonhar e analisar as improbabilidades para que isso venha a ocorrer.

Façamos algumas ponderações: Será que o meu time teria dinheiro suficiente para fazer esse tipo de aquisição? Será que o plantel (grupo de jogadores) estaria à altura de ter um craque desse naipe? A direção e o técnico saberiam lidar com uma situação dessas e dariam condições para que esses jogadores pudessem desenvolver todo o seu potencial? Mesmo que conseguíssemos contratá-los será que conseguiríamos mantê-los, pois o assédio de outros clubes seria constante. E o equilíbrio salarial com os demais jogadores, será que não iria quebrar a harmonia da equipe? E, e, e..,  poderíamos fazer uma série de outras ponderações, no entanto continuemos em nosso devaneio.

 

Digamos que conseguíssemos solucionar todos esses questionamentos, ainda restaria saber se os respectivos profissionais aceitariam vir jogar na localidade que se encontra o nosso clube, tendo em vista que residem em locais ótimos de primeiro mundo, e qualidade de vida faz muito a diferença. Será que as famílias deles aceitariam a mudança para onde estamos?

 

Até aqui estamos falando em aquisições, mas será que as condições que estamos oferecendo são adequadas para manter os jogadores com qualidade e potencial que possuímos? O mercado da bola (e o sucroalcooleiro) está cheio de olheiros a busca de novos talentos, será que estamos preparados para os assédios?  Essas simples e compactas analogias poderíamos fazer em relação às Usinas, alertando sobre a realidade do momento em que estamos passando e os cuidados que devemos ter para manter um sadio quadro de funcionários.

 

Repassando o exposto, e fazendo um resumo do que é importante para se iniciar uma adequada otimização do potencial profissional da usina, devemos ponderar o que segue, mas sempre levando em consideração a aquisição e a manutenção de profissionais: 

  • Fazer uma análise (Diagnóstico) da realidade da usina;
  • Como é a estrutura organizacional;
  • Onde situa-se a usina, região e condições do local;
  • Qual a situação que se encontra econômica e financeiramente;
  • Qual o impacto de uma nova contratação em relação ao equilíbrio interno;
  • Quais os pontos positivos que existem, e procurar explorá-los;
  • Quais os pontos negativos que existem, e procurar corrigi-los, mas se não for possível corrigi-los, procurar compensá-los com outros fatores positivos;
  • Como estamos em relação aos concorrentes;
  • Como será a imagem da usina no mercado;
  • Quais são os concorrentes que devemos comparar;
  • Quais as nossas características peculiares que temos que levar em consideração;
  • Como está o clima organizacional. O ambiente é bom ou ruim. Aqui daremos uma sugestão, adicione a energia do amor, da compreensão, da motivação, que sempre funciona bem. Está provado que ambientes alicerçados em rancor, vingança, intolerância, invariavelmente levam a um clima organizacional ruim, que se reflete diretamente na ineficiência e má produtividade dos trabalhos.
  • Importante ressalvar, não procure ser igual a outras usinas, isso é totalmente inviável, busque a própria identidade, e procure aprimorá-la continuamente.

Bem, digamos que a Usina já tenha um grau de bom senso, e levou em consideração todas as alternativas existentes, tanto para contratar quanto para manter seus bons profissionais, então vamos a outros cuidados para que realmente possamos otimizar os profissionais aos cargos, e aumentar a eficiência e produtividade da Usina.

 

Continua na próxima “Dicas em Conta Gotas”... Parte II. 

 

 

 

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